Profundo Conhecimento

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porque eu tenho que sempre sorrir? Porque não posso chorar? Porque é errado eu me sentir vazia?
Tem momentos que a unica coisa que eu quero fazer é chorar sem parar é me deixar ingolir pelo vazio que sinto em meu existir. Não sei o quero exatamente. Quero tudo e ao mesmo tempo nada e por isso não sei para onde ir, as pessoas me cobram atidudes que não tenho condições de dar e nisso me afogo cada vez mais nessa solidão.
Meu maior problema não é ficar só, pois estar só não implica na solidão, no entanto, a solidão implica estar sozinho com relação ao universo, isto é, não fazer parte de algo, é se ver em um canto com muitas pessoas e não ter ninguem com quem sua alma possa conversar.
A alguns anos, eu vivi na solidão, não existia com quem conversar, mas há algum tempo conheci uma pessoa que começou a me apresentar para a alma do universo e finalmente eu pude sentir a diferença da escuridão da solidão e a luz dessa conexão. Ainda posso sentir as vezes essa solidão vim até mim junto do vazio e isso me apavora procuro sempre ir atras dessa luz.
Muitas vezes, o que mais me incomoda são as portas fechadas do meu coração, contudo, eu tento sair de dentro de mim, mas o medo vem e castiga-me pelo pé que eu ousar retirar. Esse medo de ser deixada e acabar voltando para a escuridão sempre vem o que acaba me deixando parte de mim ainda dentro dela e a outra metade nas sombras sonhando tocar a luz e quando toca se alegra por esse feito.
Alguém ja sentiu essa escuridão e dela conseguiu se livrar? Como posso fazer para finalmente pertecer a luz? Quanto tempo leva para isso possa se realizar?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Vida e Modo de Viver

O que conceitua a vida? O que é verdadeiramente a vida? A vida é a consciência de nossa existência, é questionar e descobrir respostas, é saber do certo e do errado sabendo que vivemos em cumunhão com outras pessoas e seres e qualquer decisão nossa pode mudar toda a estrutura de nosso planeta. No entanto, muitos não tem essa consciência, mas o que fazem deles seres humanos se não tem essa consciência? O que faz duas pessoas serem pessoas se elas não tem a mesma consciência? É o fato de elas teram sim, mas o ser humano é uma espécie que depende da sociedade e por isso as questões com que se depará e o seu tipo de comunhão com o universo.
Contudo é possível uma pessoa começar a desenvolver novas questões e um novo tipo de comunhão em uma sociedade, porém levará tempo até que as pessoas desse meio se ajuste a esse novo modo de ver o mundo e mesmo que não se ajustem, de algum modo ele vai ficar e formará novas visões e ideologias. Tem sido assim desde o momento que o ser humano se apropriou de sua consciência e criou uma linguagem para verbaliza essa consciência.
Desde o inicio de sua existência os seres humanos têm vivido em agupamentos, no entanto, faz mais ou menos uns 2,5 mil ou 3 mil anos que se iniciou o a formação de sociedades e criaram lei, inicialmente as lei faladas e depois as no papel, para que pudessem viver juntos sem que pudessem ter problemas na convivência. Atulamente, essas antigas lei pela fala se tornaram algo tão comum que não se questionam mais e ficaram como "normas institivas" que na verdade são nos ensinadas desde que saimos da bariga de nossa mãe.
Em nosso tempo a nossa sociedade além dessas normas antigas, há também as atuais que é a do ditado "maria vai com as outras", isto é, se não se seguiar as dendências do momento a pessoa é excluida e taxada de esquisita assim também ocorre no modo de como se gosta de passar seu tampo livre,isto é, muitos dizem que as pessoas que gostam de passar seu tempo em casa ou saindo pouco, dedicando seu tempo a atividades como musíca (por exemplo clássica e relaxamento), leitura e conhecimento são pessoas "morgadas" ou "sem vida", pois aproveitar a vida é "sexo, drogas e rock in roll".

domingo, 15 de agosto de 2010

Morte

Alguma vez já se perguntou como é a pos morte? Porque nós morremos? E o que seria isso? Evolução?Passar desse mundo para outro? Se encontrar com Deus ou uma força maior?Ou simplismente o fim da existência sem nada mais?
A maioria das pessoas tem medo de falar disso, eu no geral não gosto de falar disso, mas faz mais ou menos duas semanas que estive em um semiterio e me questionei a finitude humana. Sabemos que um dia iremos morrer, no entanto, não pensamos ou falamos disso, pois temos medo de atrai-la para perto, qual é finalidade desse medo? Sentimos que deixaremos de existir. E se não falarmos ou pensarmos a morte nunca chegará e nos deixará imortais?De onde tiramos isso?
No seculo XV os guerreiros não tinham medo de morrer nas batalhas, mas os sobreviventes não obtiam problemas, por exemplo, no sono, por causa das lembranças que ficaram das guerras travadas? O problema é que não se preocuvam com o ser humano em si ou sera que isso não acontecia já que estavam tão acostumados com isso que não se sentiam sensibilizados?
A uns anos se me perguntassem se eu tinha medo de morrer eu diria não, mas hoje eu sinto um misto desse medo do desconhecido e uma vontade de ver o que viria "nessa nova aventura" como disse professor Dumbledor ao Harry no fim de seu primeiro ano.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Nebulosa de Andrômeda

Uma nebulosa é um corpo celeste que se apresenta com o aspecto de mancha esbranquiçada e difusa. É também uma massa estelar ainda em via de condensação ou um Universo em formação.


A Andrômeda é uma constelação boreal, ao Sul da constelação de Cassiopéia. A Nebulosa de Ândrômeda agora se chama Galáxia de Andrômeda.


NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda, é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2 milhões e 900.000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda e é a galáxia mais próxima da Via Láctea. Ela se situa 2 milhões de anos-luz de distância desta última.


Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos.


É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho.


A existência da galáxia NGC 224 já foi relatada no ano 905 pelo astrônomo persa Azofi, mas foi só com a invenção da luneta telescópica que em 1612 o astrônomo alemão Simon Marius pode observá-la e redescobri-la.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SONETO DE JOHN KEATS

Quando fico a pensar poder deixar de ser
antes que a minha pena haja tudo traçado,
antes que em algum livro ainda possa colher
dos grãos que semeei o fruto sazonado;

quando vejo na noite os astros a brilhar
- vasto e obscuro Universo, impenetrável mundo! -
quando penso que nunca hei de poder traçar
sua imagem com arte e em sentido profundo;

quando sinto a fugaz beleza de alguma hora
que não verei jamais - como doce miragem –
turva-se a minha mente, e a alma em silêncio chora

um impulsivo amor. E a sós, me sinto à margem
do imenso mundo, e anseio imergir a alma em nada
até que a glória e o amor me dêem a hora sonhada!

A Bela Dama Sem Piedade de John Keats (1795--1821)

Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas,
Sozinho, pálido e vagarosamente passando?
As sebes tem secado às margens do lago,
E nenhum pássaro canta.

Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas?
Sua face mostra sofrimento e dor.
A toca do esquilo está farta,
E a colheita está feita.

Eu vejo uma flor em sua fronte,
Úmida de angústia e de febril orvalho,
E em sua face uma rosa sem brilho e frescor
Rapidamente desvanescendo também.


Eu encontrei uma dama nos campos,
Tão linda... uma jovem fada,
Seu cabelo era longo e seus passos tão leves,
E selvagens eram seus olhos.

Eu fiz uma guirlanda para sua cabeça,
E braceletes também, e perfumes em volta;
Ela olhou para mim como se amasse,
E suspirou docemente.

Eu a coloquei sobre meu cavalo e segui,
E nada mais vi durante todo o dia,
Pelos caminhos ela me abraçou, e cantava
Uma canção de fadas.

Ela encontrou para mim raízes de doce alívio,
mel selvagem e orvalho da manhã,
E em uma estranha linguagem ela disse...
"Verdadeiramente eu te amo."

Ela me levou para sua caverna de fada,
E lá ela chorou e soluçou dolorosamente,
E lá eu fechei seus selvagens olhos
Com quatro beijos.

Ela ela cantou docemente para que eu dormisse
E lá eu sonhei...Ah! tão sofridamente!
O último dos sonhos que eu sempre sonhei
Nesta fria borda da colina.

Eu vi pálidos reis e também príncipes,
Pálidos guerreiros, de uma mortal palidez todos eles eram;
Eles gritaram..."A Bela Dama sem Piedade
Tem você escravizado!"

Eu vi seus lábios famintos e sombrios,
Abertos em horríveis avisos,
E eu acordei e me encontrei aqui,
Nesta fria borda da colina.

E este é o motivo pelo qual permaneço aqui
Sozinho e vagarosamente passando,
Descuidadamente através das sebes às margens do lago,
E nenhum pássaro canta.
Tradução: Izabella Drumond